Chi-chi-chi-le-le-le!
Calor chileno na Maratona de Santiago.

A aluna Giovana Santarosa planejava correr a Maratona de Roma, no dia 8 de abril, trocou pela Maratona de Santiago e voltou encantada pela prova em terras chilenas.

 

Confira.

A Maratona de Santiago nunca foi uma opção. Decidi que faria uma maratona nas minhas férias em abril e o primeiro nome que me surgiu foi Roma... Quando Roma se tornou uma opção inviável, a Maratona de Santiago caiu praticamente no meu colo como uma ideia para alteração da proposta original.

Fui sem muita expectativa, várias pessoas me falaram sobre a prova, que era muito legal, o próprio professor me disse que foi a melhor prova da vida dele e mesmo com tantos relatos positivos não criei grandes expectativas. Acho que os treinos longos num calor de 30 graus em Porto Alegre não ajudaram muito a ir com tanta “voglia” para prova.

Porém, quando chegou na hora de embarcar, já na conexão para Santiago peguei um voo praticamente constituído por atletas que correriam a prova, gente do Brasil inteiro e ali a empolgação começou. Quando cheguei ao hotel a mesma coisa, 90% das pessoas ali hospedadas fariam a prova, foi quando me dei conta de que definitivamente a cidade vive o evento de forma intensa e abraça gente de vários lugares.

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O dia da prova foi um dos dias mais frios desde que cheguei, para minha alegria... Meu único medo? O tal do percurso “falso plano”, até o km 30 a prova é subindo gradativamente e tive medo de sofrer um desgaste ainda maior em razão disso. Baita medo bobo, porque isso não ocorreu, tu realmente não percebes que está subindo. O primeiro km de descida sim, o corpo já está um pouco cansado e a descida inicial dá aquele choque no corpo. Tudo administrável, não bati meu temo de Porto Alegre, mas fiz uma prova muito melhor do que eu esperava.

Mas não foram as subidas ou descidas que me marcaram nessa prova... O que me marcou foi cada um dos 42 quilômetros da prova, a cidade simplesmente para.  As pessoas não só vão para rua assistir, levam cartazes e ficam parecendo animadores de torcida, vibrando por ti! Leem teu nome no número de peito e gritam “vamos” ou “si puedes”. Extrema lição de apoio a corrida de rua, queria ter filmado tudo para mostrar em Porto Alegre e dizer “aprendam”.