Wings For Life - 2018

Os alunos Débora Togni e Guilherme Stapenhorst participaram, no dia 6 de maio, da Wings for Life no Rio de Janeiro.

A Débora fez um relato do que foi a prova, confira:

Wings for Life - Débora Togni - Galgos

A Wings For Life World Run é uma prova cheia de diferenciais. Primeiro, pelo objetivo social - o valor arrecadado é destinado para as pesquisas da cura da lesão na medula espinhal. Segundo, porque não há uma distância delimitada e muito menos linha de chegada - um carro, chamado de Catcher Car, larga 30 minutos depois do horário de largada, vai gradativamente aumentando a velocidade e eliminando os atletas ao longo do percurso. A prova, além disso, ocorre simultaneamente em vários países do mundo, no mesmo horário, tanto que ao final também podemos acompanhar nossa classificação global.

Talvez por isso, a vibe da prova seja completamente diferente das outras provas de corridas que participamos. O clima é mais divertido e menos pesado, porque não há (para a grande maioria) aquela aura de competição das provas de corrida, já que rigorosamente todos vão conseguir chegar “ao final” da prova – os que correm mais devagar, aliás, chegam antes dos que os corredores mais rápidos. O último a ficar na prova e ser alcançado pelo Catcher Car é o vencedor.

Nós participamos da edição deste ano que ocorreu, aqui no Brasil, no Rio de Janeiro. A prova teve início no Recreio (Praça do Pontal), às 8 horas da manhã e nos primeiros 2 km foi bem difícil imprimir alguma velocidade pelo número de participantes aglomerados (largamos mais atrás), o que nos obrigou a correr na calçada durante os primeiros minutos.

 

O céu estava nublado, mas logo o tempo abriu, nos presenteando com aquele calor tropical do Rio de Janeiro, de “quebrar” qualquer tentativa de bater recordes pessoais.  O meu objetivo era completar 27 km (o que daria um ritmo médio de 5:00 min/km) e o Guilherme se programou para correr 36 km mais forte e, depois disso, reduzir a velocidade até a chegada do Catcher Car.

As paisagens são lindíssimas. O percurso passa pela orla de diversas praias (Reserva, São Conrado, Leblon, Copacabana, Leme, Ipanema, etc.), por algumas comunidades (Rocinha e Vidigal), chegando até o Aterro do Flamengo e, depois, ao Centro do Rio. O trajeto é praticamente plano, mas nas proximidades do Vidigal tem uma subida bem chatinha e uns túneis que desorientam o GPS (no meu caso perdi uns 500 m no túnel).

O Catcher Car me alcançou no km 25, aos 25,48 km precisamente (ritmo final de 5:03 min/km). Quando os participantes gritaram que o carro vinha chegando, é como se eu tivesse visto a linha de chegada – acho que corri uns 400 m em ritmo de “tiro”, mas o Catcher Car estava, nessa altura, a 19 km/h, e não consegui ir muito mais longe. O Guilherme atingiu o objetivo previsto: correu 36 km a 4:06 min/km e foi reduzindo a velocidade até ser alcançado quase no km 41 (40,9 km).

Desse momento em diante começava a verdadeira missão: tínhamos que procurar os ônibus de resgate que nos levariam para o início da prova a fim de retirarmos as medalhas e os objetos deixados no guarda-volumes. Só que os staffs da prova sequer sabiam que os ônibus existiam e não davam qualquer informação. O meu ônibus encontrei aleatoriamente no km 27 (ou seja, andei mais 1,5 km) e o do Gui ele encontrou no km 45. 

 

Wings for Life - Guilherme Stapenhorst - Galgos
Débora Togni - Wings for LIfe - Galgos

O Guilherme teve que esperar no “local do recolhe” até o Catcher Car alcançar o vencedor, o que fez com que os primeiros (menos o vencedor, que voltou com o catcher car) chegassem de volta ao Recreio as 14h30 (mais ou menos 2h30 depois do fim da prova), com toda estrutura já desmontada, inclusive o guarda-volumes. Por sorte, a maioria tinha deixado seus parentes no local – mas quem não deixou, quase ficou sem medalhas e sem seus pertences.

O vencedor da prova foi José Eraldo Lima, que correu 63,70km e a vencedora foi a eslovena Miha Dobravec que correu até o 48,10km. Somente os primeiros do masculino e do feminino foram premiados. Eu fiquei em 29º Lugar entre as mulheres no Rio e em 474º na colocação global. O Gui ficou em 15º lugar no Geral Masculino e em 306º na classificação global. 

A Wings for Life é uma baita experiência. Pra quem está buscando uma prova diferente das habituais, recomendamos!

Guilherme Stapenhorst - Wings for LIfe - Galgos